
Carlos Lombardi não consegue se livrar de suas fixações. Na estréia do seriado Guerra e Paz na programação da Globo, o autor reuniu todos os clichês repetidos
ad nauseam em Kubanacan, Uga Uga, Pé na Jaca, Quinto dos Infernos e congêneres. De Marcos Pasquim sem camisa às cenas de luta.
O elenco é uma versão reduzida do de Pé na Jaca: Pasquim, Betty Lago, Mouhamed Harfouch e Daniele Valente. A eles se soma Danielle Winits, a protagonista de (quase) todas as produções assinadas por Lombardi. Eles atuam de forma caricata e gritam suas falas, num tipo de interpretação que lembra pornochanchadas.
Contribui para essa lembrança o texto vulgar do autor, que parece escrever variações sobre um único tema: o órgão sexual masculino. No episódio exibido ontem, contamos pelo menos 14 referências ao pênis de Marcos Pasquim/Pedro Guerra. Não demorou um minuto para o ator tirar a camisa, nem seis para ele aparecer mostrando a colegas uma tatuagem falsa no dito cujo.
Ainda apareceu tomando banho nu na frente de quem quisesse ver, invariavelmente causando espanto devido ao tamanho do dote do personagem, e insinuou ereções. Tudo de forma gratuita, sem contribuir para a história de Guerra e Paz. De mau-gosto e sem a graça ocasional de suas novelas. Carlos Lombardi não consegue mesmo se livrar de suas fixações. Pior: nem tenta.
Outras análisesFavorita ou Rejeitada: jornalistas torcem contra Globo?Na estréia, suspense de A Favorita não vingaSBT privilegia velharias e esconde novidades